É comum ao encerramento de um contrato que locador/administrador e locatário discordem sobre a manutenção do imóvel locado na entrega das chaves. Isso se estende desde a pintura de uma parede ao conserto pontual de uma porta ou janela com vidros trincados por exemplo. Fato é que um bom relatório de vistoria de entrada, com registro fotográfico minucioso e não contestado pelo locatário no prazo de 30 dias será obviamente comparado ao relatório de vistoria de saída e havendo divergências, as mesmas precisam de uma solução.

O ponto mais conflitante é com relação a pintura de paredes. Aqui é importante observar que a pintura não é o fator determinante, pois na maioria dos casos uma leve limpeza é suficiente. O problema é com relação a furação das paredes. É preciso que o locatário compreenda que furar a parede, seja para pendurar um quadro ou instalar algum móvel irá sim comprometer a lisura da parede, e simplesmente tapar com massa acrílica não é suficiente. Será preciso pintar a mesma, independente se a pintura era antiga ou nova.

Neste imóvel foram contabilizados mais de 70 pregos nas paredes.
Neste imóvel foram contabilizados mais de 70 pregos nas paredes.

 

Outra atitude comum dos locatários é utilizar portas para fixar cabideiros ou espelhos. Aqui novamente um simples reparo de uma furação pode ser suficiente se não comprometer sua lisura. Já registramos casos absurdos de instalação de tramelas para cadeados nas portas internas de uma residência, ai não tem discussão: cobrança de uma nova porta e serviço de instalação e pintura da mesma. Saiu caro.

Instalação de uma tramela para cadeado na porta interna do imóvel.
Instalação de uma tramela para cadeado na porta interna do imóvel.

 

Além dos casos citados, existem inúmeras outras situações em que o locatário acaba tendo que arcar com prejuízos por simples descuido ou até mesmo relaxo para com o bem alheio. A pintura externa de um imóvel é um caso em que o locatário não tem responsabilidade imediata, salvo comprovado descuido, o que ocorre muitas vezes por animais de estimação – pegadas, riscos, etc ou pela instalação de aparelhos de ar condicionado por exemplo.

 

De qualquer maneira, é preciso que o locatário compreenda que se trata de um bem alheio e que aquele imóvel tem valor para o proprietário e que outras famílias irão ocupa-lo após sua saída. E é papel do corretor de imóveis garantir que o locatário entregue o imóvel no mesmo estado em que o recebeu, mesmo que para isso o caminho seja judicial. O bom senso deve sempre prevalecer quando utilizamos um bem que não nos pertence e na dúvida, perguntar sempre ao corretor ou administrador como proceder.